Toda criança quer e precisa de LIMITES

Com a chegada de uma criança é muito comum que os pais fiquem completamente apaixonados e desejem que aquele filho seja abundantemente feliz. 

Entretanto este desejo pode levar alguns pais a cometerem certos excessos que levarão seus filhos a sentirem exatamente o oposto de felicidade e contentamento.

O bebê vem ao mundo completamente indefeso, sem saber como deve agir e o que pode ou não fazer, e cabe aos pais a tarefa de ensinar este bebê, em cada fase do seu desenvolvimento, a se tornar um indivíduo, um cidadão no mundo. 

Justamente por estar tão perdido e inseguro o bebê ou a criança vai testando, de forma inconsciente e gradativa, até onde pode ir, quais tarefas pode fazer e até mesmo quais ideias pode ou deve expor. 

Pais extremamente rigorosos, por exemplo, tendem a fazer com que seus filhos se tornem muito tolhidos em sua criatividade e espontaneidade. Entretanto pais que tem dificuldades em dizer não e impor limites aos seus pequenos estão tirando de seus filhos a oportunidade do aprendizado social, estão demonstrando para aquela criança que não se importam com o tipo de adulto que ela irá se tornar. 

Mesmo que esta não seja a realidade, é esta a mensagem que será transmitida a seu filho. Crianças que possuem uma noção de limites muito tênue tendem a fazer mais birras e mal-criações numa tentativa inconsciente de obter dos pais esse cuidado tão importante para seu desenvolvimento moral e social. 

É importante estabelecer limites justos para a criança, que tornem possível a explicação dos porquês de tais barreiras e impedimentos, e levem em consideração sua idade e as habilidades já adquiridas.

Em casos onde os pais tenham muita dificuldade, extrapolem ou não saibam como agir para impor estes limites, é muito importante a busca por um profissional da área da psicologia Infantil e do desenvolvimento. 

Quem ama cuida. 

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
WhatsApp (11) 98206-8024
E-mail: contato@carolpsicologia.com.br

Como lidar com o ciúme entre irmãos?

Como lidar com o ciúme entre irmãos

Com a chegada de um irmãozinho é muito comum que as crianças se sintam bastante desestabilizadas e passem a apresentar comportamentos desagradáveis como birras, regressões, agressividade e até mesmo tristeza. 

O ponto é que muitos pais neste momento tendem a perceber a situação como ciúmes do irmão mais novo, rotulando aquela criança e colocando sobre ela um olhar de culpa diante daqueles comportamentos. 

Entretanto na maior parte dos casos o sentimento causador daquelas atitudes e reações não é ciúmes, mas sim insegurança

A criança teme que aquele pequeno ser, tão indefeso e cheio de necessidades faça com que seus pais ou familiares deixem de amar e cuidar dele para se dedicarem somente ao bebê. A criança sente que aquele bebe irá literalmente roubar o afeto e o cuidado de todos que estão ali. 

E é neste momento que a criança começa a “testar” o amor dos pais, claro que de forma inconsciente. Mas a criança passa a agir de maneiras que chamem a atenção dos pais para verificar se eles irão impor limites, dar atenção e conceder cuidados a ela. 

A criança quer apenas se sentir amada e protegida. 

Em casos onde os pais não administram de forma funcional esta situação a criança pode acabar gerando um ressentimento para com o irmão, como se ele fosse o culpado por ela não estar mais sendo acolhida pelos pais. 

Por isso é muito importante que os pais mantenham uma rotina de atividades com este primeiro filho, pequenas tarefas como almoçar juntos, brincar por alguns minutos e até mesmo envolver a criança nos cuidados do irmão pode ser de grande ajuda neste momento. 

Ainda assim os pais devem conversar com este filho, dizer-lhe o quanto ele é amado e o quanto ele é especial e importante na vida desta família. 

Também é importante evitar comparações e frases que façam a criança sentir que o irmão tem um tratamento diferenciado como por exemplo “Ah mas o bebe faz isso porque ele é pequeno, você já é grande”. A criança precisa entender que as regras serão as mesmas para os dois, então a frase acima poderia ser trocada por “Filho não se deve agir desta maneira, tá vendo bebê quando você também tiver 3 anos você também não poderá agir assim”, mesmo que o bebê não esteja entendendo o que está acontecendo naquele momento a criança mais velha conseguirá compreender que não existirão privilégios ao bebê, mas sim uma diferenciação de acordo com as capacidades e o desenvolvimento. 

O grande intuito desta matéria é que a família possa adquirir atitudes que tornem seus filhos parceiros e companheiros um do outro. Criando uma relação de cuidado e amor. 

Uma dica extra para as mães que ainda estão grávidas é fazer o seguinte exercício: vá com seu filho mais velho a um shopping ou em alguma loja, e ao chegar lá escolha um brinquedo ou uma pelúcia (pode ser algo simples e barato) e diga ao seu filho “Nossa filho, eu estou sentindo dentro de mim uma vontade tão forte de lhe dar este presente, sinto que é o seu irmãozinho que está aqui dentro que quer lhe dar isso”, e compre o presentinho para a criança.

Esta atividade atuará de forma simbólica, mostrando para o seu filho que aquele bebê será um presente na vida dele, que eles terão carinho e companheirismo um pelo outro. E assim quando o bebê chegar você já terá cultivado um ambiente facilitador para o desenvolvimento da relação entre os irmãos. 

Caso seu filho esteja apresentando maiores dificuldades em lidar com situações parecidas com esta procure um profissional da área da psicologia, seu filho poderá se desenvolver com muito mais alegria e felicidade após curar estes sentimentos. 

Quem ama cuida.

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
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E-mail: contato@carolpsicologia.com.br

“Cada criança tem seu tempo” Será?

Este é um assunto que merece MUITA ATENÇÃO! 

 Sabemos que um dos principais sinais de que uma criança possui alguma deficiência cognitiva ou intelectual, é o ATRASO COM RELAÇÃO ÀS DEMAIS CRIANÇAS DA MESMA IDADE,  muitas vezes este atraso só é percebido no momento em que a criança começa a ir para a escola justamente por não conseguir acompanhar as atividades dos demais colegas.

Mas será que a criança já não teria dado alguns sinais de que algo não ia bem?

Muitas mães demoram a perceber que seu filho possui algum atraso devido a dificuldade em admitir este fato. Mas a verdade é que não podemos considerar que cada criança tem seu tempo e imaginar que de uma hora para outra a criança disparará a fazer uma tarefa que ela não desenvolveu. 

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 Um exemplo disso pode ser o início da fala, em torno de 6 meses o bebe já deve balbuciar e duplicar algumas sílabas, como “ma” “mama” mesmo que este balbucio ainda não tenha uma função especifica. 

 Já entre 12 e 18 meses estas sílabas devem possuir uma função, como olhar para o pai e dizer “papa” e para a mãe e dizer “mama”. E assim por diante, até que por volta de 2 anos é esperado que a criança já tenha um vocabulário de pelo menos 200 palavras funcionais. 

Perceba que cada etapa se faz necessária para que a próxima se desenvolva, uma criança que não balbucia e não junta sílabas não se desenvolve fisicamente para poder falar palavras completas.

Afinal o desenvolvimento é um processo de construção, onde a criança não conseguirá falar “papa” sem antes dizer “pá” e não conseguirá emitir uma palavra, sem antes ter aprendido a duplicar as sílabas… E assim por diante.

A questão é que devemos sempre estar atentos as crianças da mesma idade dos nossos filhos, tanto com relação a fala quanto com relação a diversos outros fatores como psicomotricidade, senso de direção, desenvolvimento escolar e social , e verificar se o desenvolvimento das crianças está seguindo o padrão de acordo com a determinada faixa etária.  

Caso seu filho apresente algum atraso não hesite em procurar ajuda, pois quanto antes a criança for estimulada melhor ela poderá se desenvolver.  

Para mais informações entre em contato.

Quem ama cuida.

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
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