Como lidar com o ciúme entre irmãos?

Como lidar com o ciúme entre irmãos

Com a chegada de um irmãozinho é muito comum que as crianças se sintam bastante desestabilizadas e passem a apresentar comportamentos desagradáveis como birras, regressões, agressividade e até mesmo tristeza. 

O ponto é que muitos pais neste momento tendem a perceber a situação como ciúmes do irmão mais novo, rotulando aquela criança e colocando sobre ela um olhar de culpa diante daqueles comportamentos. 

Entretanto na maior parte dos casos o sentimento causador daquelas atitudes e reações não é ciúmes, mas sim insegurança

A criança teme que aquele pequeno ser, tão indefeso e cheio de necessidades faça com que seus pais ou familiares deixem de amar e cuidar dele para se dedicarem somente ao bebê. A criança sente que aquele bebe irá literalmente roubar o afeto e o cuidado de todos que estão ali. 

E é neste momento que a criança começa a “testar” o amor dos pais, claro que de forma inconsciente. Mas a criança passa a agir de maneiras que chamem a atenção dos pais para verificar se eles irão impor limites, dar atenção e conceder cuidados a ela. 

A criança quer apenas se sentir amada e protegida. 

Em casos onde os pais não administram de forma funcional esta situação a criança pode acabar gerando um ressentimento para com o irmão, como se ele fosse o culpado por ela não estar mais sendo acolhida pelos pais. 

Por isso é muito importante que os pais mantenham uma rotina de atividades com este primeiro filho, pequenas tarefas como almoçar juntos, brincar por alguns minutos e até mesmo envolver a criança nos cuidados do irmão pode ser de grande ajuda neste momento. 

Ainda assim os pais devem conversar com este filho, dizer-lhe o quanto ele é amado e o quanto ele é especial e importante na vida desta família. 

Também é importante evitar comparações e frases que façam a criança sentir que o irmão tem um tratamento diferenciado como por exemplo “Ah mas o bebe faz isso porque ele é pequeno, você já é grande”. A criança precisa entender que as regras serão as mesmas para os dois, então a frase acima poderia ser trocada por “Filho não se deve agir desta maneira, tá vendo bebê quando você também tiver 3 anos você também não poderá agir assim”, mesmo que o bebê não esteja entendendo o que está acontecendo naquele momento a criança mais velha conseguirá compreender que não existirão privilégios ao bebê, mas sim uma diferenciação de acordo com as capacidades e o desenvolvimento. 

O grande intuito desta matéria é que a família possa adquirir atitudes que tornem seus filhos parceiros e companheiros um do outro. Criando uma relação de cuidado e amor. 

Uma dica extra para as mães que ainda estão grávidas é fazer o seguinte exercício: vá com seu filho mais velho a um shopping ou em alguma loja, e ao chegar lá escolha um brinquedo ou uma pelúcia (pode ser algo simples e barato) e diga ao seu filho “Nossa filho, eu estou sentindo dentro de mim uma vontade tão forte de lhe dar este presente, sinto que é o seu irmãozinho que está aqui dentro que quer lhe dar isso”, e compre o presentinho para a criança.

Esta atividade atuará de forma simbólica, mostrando para o seu filho que aquele bebê será um presente na vida dele, que eles terão carinho e companheirismo um pelo outro. E assim quando o bebê chegar você já terá cultivado um ambiente facilitador para o desenvolvimento da relação entre os irmãos. 

Caso seu filho esteja apresentando maiores dificuldades em lidar com situações parecidas com esta procure um profissional da área da psicologia, seu filho poderá se desenvolver com muito mais alegria e felicidade após curar estes sentimentos. 

Quem ama cuida.

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
WhatsApp (11) 98206-8024
E-mail: contato@carolpsicologia.com.br