Como lidar com as mentiras?

Um ponto crucial para iniciarmos uma discussão a cerca das mentiras da criança é esclarecer o motivo de a criança  contar mentiras. 

Alguns pais me procuram no consultório extremamente preocupados pois seus filhos mentem contando histórias super elaboradas e se mantém firmes em suas mentiras mesmo quando pressionados pelos pais. 

Os pais então se preocupam se seu filho se torne um adulto mentiroso e dissimulado. 

Isso porque nós tendemos a olhar para a mentira da criança da mesma forma como nós conhecemos as mentiras dos adultos: ações feitas com maldade na intenção de obter benefícios para si próprio. 

Mas no caso das crianças não é bem assim, a criança muitas vezes se vê em um conflito entre o que ela quer ou o que ela fez e o que ela pensa que o adulto quer, neste momento então ela cria histórias fantasiosas na intenção de obter o que ela quer sem desagradar o adulto. 

Na maioria dos casos, esse é o grande ponto da mentira da criança, precisamos analisar que ela não o faz por maldade ou por falta de caráter, mas sim por insegurança, sempre com a intenção de agradar o adulto e ser aceita. 

Um exemplo disso é quando a criança chega da escola e os pais perguntam se ela se alimentou e comeu todo o lanche e ela diz que sim, mas ao olhar a lancheira os pais veem que o lanche está lá e intacto. A intenção da criança não era de enganar os pais para não comer, mas sim de não decepcionar os pais que gostariam que ela comesse. 

Ainda assim, as mentiras continuam sendo mentiras e por isso a criança deve ser ensinada a não ter mais essas atitudes, num processo brando e amoroso.

Em situações como essa do lanche por exemplo os pais podem falar para o filho que sabem que a criança quer que eles fiquem felizes e por isso ela disse que comeu o lanche, mas que isso não é legal, que os pais perguntam pois se preocupam e precisam saber realmente o que aconteceu. Fazendo com que aquele momento não se torne um martírio para a criança e nem um castigo para que ela se sinta culpada mas sim um momento de ensinamento.

É muito complexo para a criança ainda em desenvolvimento compreender seus sentimentos, ainda mais com tantos conflitos sociais que a criança passa a vivenciar, mas cabe aos pais ensina-lá e mostrar a ela o que ela está sentindo e como se comportar. O carinho e a compreensão são o caminho para o sucesso nesta tarefa. 

A criança está formando sua personalidade e os pais devem estar atentos, em casos mais graves onde as mentiras se tornem rotineiras ou atrapalhem a sociabilização da criança, busque a ajuda de um psicólogo infantil, estaremos sempre dispostos a lhes ajudar.

Quem ama cuida.

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
WhatsApp (11) 98206-8024
E-mail: contato@carolpsicologia.com.br

02 de Abril – Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Dia 02 de Abril é um dia muito especial para nós da área da psicologia, pois é o dia que foi instituído pelo Ministério dos Direitos Humanos como o DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO.

A ideia deste dia é fazer com que as pessoas busquem por mais informações e conhecimentos que desmitifiquem o autismo, mostrando para a sociedade que assim como existem diversos tipos de pessoas, também existem diversos tipos de autistas e que todos merecem respeito e oportunidades de convívio e desenvolvimento social.

Por este motivo, criamos esta matéria curtinha com algumas informações a cerca do assunto, vamos lá?

  • O Autismo pertence a um grupo de doenças do desenvolvimento cerebral, conhecido por TEA – “Transtornos de Espectro Autista”. O nome foi ampliado pois o autismo abrange uma gama bastante diversificada de sintomas e cada paciente é diferente sendo muito difícil enquadra-lo em um determinado “tipo” de autismo, assim foi criada uma nova forma de se olhar para este transtorno ampliando-o em um espectro mais abrangente.
  • Pessoas dentro do espectro costumam apresentar algumas características como: dificuldade social, fobias e agressividade, mas é importante lembrar que cada indivíduo é único e terá as suas características, afinal existem vários níveis diferentes de autismo e doenças que podem surgir associadas ao transtorno.
  • Uma característica bastante comum entre indivíduos dentro do espectro são as estereotipias (movimentos repetitivos como se bater, correr sem parar, movimentar a coluna para trás e para frente, entre outros). Porém este tipo de sintoma pode melhorar com a ajuda dos profissionais de saúde adequados, e a população em geral precisa aprender a lidar com situações onde o individuo apresente estereotipias sem deixa-lo desconfortável ou até mesmo ridiculariza-lo, como sabemos que INFELIZMENTE acaba acontecendo muitas vezes.
  • Ambientes muito carregados em estímulos podem perturbar os indivíduos dentro do espectro, excessos de luzes e sons principalmente.
  • Ao contrário do que muitos pensam individuo dentro do espectro querem se relacionar, apenas tem dificuldades, não compreendem como fazê-lo, o conhecimento pode promover as habilidades corretas para iniciar esta relação.
  • Por se desenvolver de forma diferenciado o autista tem grande necessidade de terapias e acompanhamentos que o estimulem e o auxiliem na aquisição de habilidades.

☑️ É necessário que a sociedade tome consciência e aprenda mais sobre este transtorno para que os autistas possam participar ativamente da vida em sociedade. 

CURIOSIDADE: Poucas pessoas sabem mas o simbolo do autismo é composto por peças de quebra-cabeças devido a imensa complexidade deste transtorno.

Nós da Carol Bertti – Psicologia Infantil zelamos por uma sociedade mais inclusiva e estamos sempre dispostos a divulgar informações e conhecimento a toda população.

Quem ama aceita e compreende! 

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
WhatsApp (11) 98206-8024
E-mail: contato@carolpsicologia.com.br