Você sabe o que é seletividade alimentar?

Logo no desmame de um bebê é comum que os pais tenham certa dificuldade em fazer a criança aceitar todos os tipos de alimentos, e é recomendado que os pais tentem diversos tipos de texturas e sabores diferentes, e que sempre respeitem a aceitação da criança. 

Isto com a finalidade de fazer com que a alimentação da criança se torne o mais completa possível, auxiliando assim no seu bom desenvolvimento e fazendo da refeição uma fonte de vitaminas, mas também de prazer.

Mas o que fazer quando este momento de transição alimentar se torna um verdadeiro transtorno? 

Para algumas crianças a dificuldade em aceitar os novos alimentos é exacerbada, fazendo com que muitas vezes ela acabe tendo déficits nutricionais e até mesmo problemas intestinais, devido à falta de ingestão de alimentos sólidos. 

Como psicóloga infantil recebo vários casos de crianças extremamente novas, de 01 a 03 anos, que passaram diversas vezes por procedimentos invasivos como lavagens intestinais, devido a déficits alimentares. E isto não ocorre porque os pais não tentam ou não se dedicam para incluir novos alimentos na dieta da criança, mas sim porque a criança realmente não consegue aceitar os novos alimentos. 

Poucas pessoas sabem, mas a seletividade alimentar pode inclusive ser um sintoma de algum transtorno mental ou emocional que a criança esteja vivenciando. Autistas por exemplo, muito comumente apresentam seletividade alimentar.

🔹 Por isso, é importante entendermos um pouco melhor o que é a seletividade alimentar e identificar quais as suas possíveis causas.  

A priori temos que esclarecer que seletividade alimentar não é quando a criança não gosta de um ou outro alimento, e nem quando ela prefere comer besteiras como doces ou salgadinhos ao invés de fazer as refeições da forma correta. Seletividade alimentar é quando a criança não aceita nenhum ou quase nenhum alimento, mesmo que ela esteja com fome ela simplesmente não consegue comer, sente ânsia e muitas vezes se os pais forçam, chega até a vomitar o que ingeriu. 

Crianças com seletividade alimentar, podem simplesmente não aceitar os alimentos logo quando inseridos na sua dieta no desmame, ou podem passar gradativamente a ir reduzindo sua gama de alimentos aceitos até que não sobre quase nada. E muitas vezes esse quase nada é somente água, leite ou outro que não supra a necessidade nutricional da criança. 

Quando isso ocorre os pais entram em desespero, e muitas vezes escutam conselhos como “você precisa forçar ele a comer” ou “deixa ele com fome pra ver se ele não come” e assim começa a saga dos pais tentando fazer com a criança se alimente e muitas vezes de forma totalmente ingênua e inexperiente acabam tornando ainda mais difícil para a criança o momento das refeições. 

O momento das refeições PRECISA ser um momento de prazer para a criança, não uma tortura ou um martírio, isso só tornará tudo mais difícil. 

🔹 Mas então o que fazer para que a criança consiga se alimentar?

É importante identificarmos qual a causa da seletividade alimentar, muitas vezes pode estar relacionada a causas emocionais envolvendo sentimentos ruins atrelados a alimentação, uma inflexibilidade de causa neurológica que atrapalhe a introdução de novos alimentos ou até mesmo problemas no processamento sensorial que tornem difícil para a criança aceitar novos cheiros, cores, texturas, sabores, ou temperaturas diferentes. 

Por este motivo é sempre importante procurar um profissional da saúde para auxiliar neste processo. É comum trabalharmos nestes casos com equipes multiprofissionais envolvendo psicólogo, neurologista, terapeuta ocupacional e nutricionista. 

Estes profissionais irão dar todo o suporte necessário para que os pais consigam ajudar a criança a expandir seu cardápio e se desenvolver física e emocionalmente. 

Para os pais que estão enfrentando situações como esta, separei algumas dicas que podem ajudar muito neste processo, vamos lá? 

Dica 01: USE O LÚDICO, faça brincadeiras com a criança que envolvam todos os processos de uma refeição, deixe-a brincar com os alimentos, peça ajuda a ela no momento de cozinhar, brinque de panelinhas, mercado ou até mesmo de alimentar ursinhos e bonecas. A alimentação precisa ser um prazer para a criança e mesmo que seja “só de brincadeira” a criança vai introduzido em seu subconsciente que a refeição é um momento divertido, que é algo legal. 

Dica 02: PROCURE ESTÍMULOS PRÓXIMOS AO QUE A CRIANÇA ESTÁ MAIS ADAPTADA, se a criança só toma leite não adianta tentar fazer com que ela coma macarrão, comece com texturas e temperaturas parecidas com as que ela já se ajustou, no caso do leite os pais podem tentar sopas batidas, caldos de legumes e outros alimentos mais próximos do líquido e aos poucos ir deixando um pedacinho de algum legume mais macio, depois outro mais consistente, lá na frente um macarrão e assim por diante. É um trabalho de formiguinha mas que valerá muito a pena. 

Dica 03: TRABALHE AS TEXTURAS, mesmo quando a criança não estiver no momento das refeições trabalhe a aceitação dela por novas texturas e sensações, estimule-a para que ela brinque com massinhas, geleias, areia, slimes e todo tipo de textura que você encontrar, isso trabalhará os sentidos da criança e fará com ela vá se familiarizando com novos estímulos. 

Little girl is learning to use colorful play dough

Não se esqueça que a ajuda profissional é fundamental, quanto antes a criança começar a desenvolver sua aceitação melhor será para seu desenvolvimento físico e nutricional. 

Quem ama cuida. 

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
WhatsApp (11) 98206-8024
E-mail: contato@carolpsicologia.com.br

Seja o exemplo na vida do seu filho

A neurociência explica que existem vários tipos de neurônios, um grupo deles em especial é chamado de “neurônios espelho”.

É por meio destas células que os bebês conseguem imitar o comportamento dos adultos, e a partir de então se desenvolver socialmente e aprender seus primeiros movimentos, expressões faciais e comportamentos. 

Por exemplo, o adulto não explica a um bebe que ele deve fazer movimentos com a língua que estimulem suas cordas vocais para assim emitir sons que demonstrem que ele quer ou precisa de algo, isto seria inútil pois o bebe aprende de acordo com a observação do modelo e não com a explicação. O bebe observa e imita. 

Logo podemos perceber que o aprendizado por imitação é algo instintivo e biológico, sendo então uma forma de adquirir comportamentos e conhecimentos completamente natural da espécie humana. 

Na educação das crianças é comum que os pais expliquem para a criança regras de conduta, valores e conceitos que eles mesmos não seguem. 

Na maioria das vezes os pais não percebem que não são praticantes daquilo que eles pregam, afinal estão tão automatizados a agir de determinada maneira que por desejarem o melhor para seus pequenos acabam por ensinar com o velho método de “faça o que eu digo, mas não o que eu faço” mas será que isso irá realmente funcionar?

Muito provavelmente não, pois as crianças são muito observadoras e tem em seus familiares os seus primeiros e mais concretos modelos, então por mais que você tente explicar elas continuarão a se comportar de acordo com o seu comportamento. 

A dica de hoje é que você seja realmente a mudança que você quer no seu filho. Quer que ele seja doce com as pessoas, o trate com doçura. Quer que ele seja respeitoso para com os demais, o trate com respeito e seja respeitoso com as outras pessoas. 

Lembre-se sempre de buscar a sua evolução pessoal, e assim você verá seu filho se tornar um grande homem ou uma grandiosa mulher. 

Quem ama cuida.

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
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Medo vs. Respeito

Quando você sente medo de algo você tem duas opções: enfrentar ou se aniquilar diante daquilo. O medo cala, faz sofrer. 

Já o respeito é um sentimento totalmente diferente, respeito está estritamente relacionado a admiração e ao amor. 

Quando um filho tem medo de seus pais ele se cala em situações de conflito, não discute nem reclama, entretanto ele sofre internamente, não entende o porquê do agir tão invasivo dos pais. 

Não discute ou não faz algo, sem ao menos compreender o porquê. As marcas do medo ficarão guardadas para sempre e o sentimento desta criança será marcado por essa dor. 

Já quando os pais são extremamente amorosos e carinhosos com a criança e demonstram que se preocupam e querem o melhor pra ela, se forma uma relação de respeito. E assim, ao se fazer necessária uma negativa dos pais, por mais que a criança não concorde ela irá acatar, mas será com amor e compreensão. 

Pois a criança se sentirá completamente segura com relação aos pais, para questionar, conversar e obter explicações de uma forma respeitosa e construtiva. 

Respeito é mútuo, medo não. Os pais devem respeitar seus filhos, vê-los como seres que pensam, sofrem e querem compreender o mundo ao seu redor. Dessa forma os filhos respeitarão seus pais mutuamente, de forma recíproca. 

Mostre ao seu filho o quão rica pode ser uma relação familiar construtiva e baseada no respeito entre todas as partes. Cuide e compreenda, todos temos sentimentos, inclusive nossos tão amados pequenos. 

Quem ama cuida. 

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 WhatsApp (11) 98206-8024 E-mail: contato@carolpsicologia.com.br

10 Dicas para tornar seu filho uma criança ainda mais feliz

  • DICA 01

Evite ressaltar, em especial com frequência os pontos negativos do seu filho, tudo aquilo que ela ainda não é, não sabe ou não faz conforme você gostaria.

Procure valorizar aquilo que ela é, tem e sabe. Para que ela não se sinta frustrado e incapaz é necessário criar um ambiente emocional fértil, que proporcione a ela um desenvolvimento sadio e equilibrado.

  • DICA 02

Pais presentes geram filhos mais confiantes. 

Estar presente física e emocionalmente na vida dos filhos contribui diretamente para que eles se sintam mais confiantes e abertos a relações afetivas construtivas.

Não basta apenas dar-lhes conforto físico, nem terceirizar para avós, tias, ou babás, todos os cuidados. Ter alguém para auxiliar é bom, mas há coisas que só os pais podem dar.

Pequenas tarefas feitas em conjunto podem se mostrar extremamente divertidas para ambos os lados, e com certeza você verá que este compartilhamento lhe fará muito bem.

  • DICA 03

Evite comparar seu filho a outras crianças, isso tende a causar ansiedade, frustração e baixa estima.

Cada indivíduo tem seu jeito de ser, alguns são melhores em algumas tarefas já outros se destacam em áreas completamente diferentes, devemos respeitar a personalidade cada criança e estimular suas habilidades para que ela se sinta segura e possa então se desenvolver de forma saudável.

  • DICA 04

Toda criança PRECISA de limites. 

É fundamental para o desenvolvimento da criança que ela saiba até onde pode ir, ao aprender a lidar com pequenos limites em casa, a criança terá mais facilidade em aprender valores e prosperar na vida.

Você pode começar estabelecendo limites bem simples como respeito para com os demais e regras que estabeleçam formas de a criança cuidar dos seus  brinquedos. Assim ela irá compreender que existe uma hierarquia a ser respeitada, e que com cooperação tudo flui melhor.

Crianças que não possuem uma noção clara de limites tem grandes chances de se tornarem adultos despreparados que não sabem lidar com as dificuldades da vida.

  • DICA 

Brinque com seu filho. 

É no brincar que a criança expressa seu infinito mundo interior, e é por meio dele também que ela aprende, se diverte e internaliza muitas características da vida em sociedade.

Faça parte deste momento, sempre que possível procure estar envolvido nas brincadeiras do seu filho, isso fará muito bem a ele e lhe proporcionará a oportunidade de estimular na criança comportamentos e valores que você julgue importantes.

  • DICA 06

Acredite no seu potencial como mãe / pai. 

Não existe fórmula mágica, nem receita de bolo que dê conta de toda a complexidade do desenvolvimento humano. Cada família é única e terá suas particularidades e dificuldades, por isso é essencial que você confie em seus instintos e não exija demais de si mesmo, todos cometemos erros, e acredite: não existe mãe ou pai perfeito.

Ainda assim, agindo com amor e buscando fazer sempre o melhor para o seu filho você irá alcançar resultados incríveis.

  • DICA 07

Ensine seu filho a dividir.

O altruísmo é uma qualidade essencial para um bom convívio social, crianças egoístas costumam ter dificuldades para fazer e manter amigos.

Mostre ao seu filho o quanto o compartilhamento pode torná-lo um ser mais feliz. 

Vale ressaltar que a criança aprende muito observando os pais, atitudes egoístas ou que contemplem grande nível de ciúmes vão introduzindo na criança este sentimento de posse.

Seja o exemplo na vida da sua criança.

  • DICA 08

O seu filho não é você. 

Cada dor é única, não projete no seu filho seus erros e acertos durante a sua vida, nem tente poupa-lo de dores que você já tenha vivido, isto tende a dificultar o processo de formação da individualidade.

Cabe aos pais orientar, auxiliar e educar os filhos, mas eles terão que enfrentar suas próprias dificuldades e conquistar suas próprias vitórias, é isso os fará amadurecer e os tornará ainda mais felizes.

  • DICA 09

Regras e rotinas ajudam a criança a crescer com mais organização e preparam a criança para situações futuras.

Mas lembre-se: você deve criar as regras e também as seguir, dessa forma você irá ensinar a criança a honrar o que foi combinado.

É importante, por exemplo, que a criança saiba quem irá buscá-la na escola, quem cuidará dela na ausência dos pais, o momento certo de fazer sua lição de casa e assim por diante. Desta forma a criança se sente mais segura e consegue se desenvolver melhor.

  • DICA 10

Sempre que necessário busque ajuda de um profissional, a criança da alguns sinais quando algo não vai bem, devemos ficar atentos. Alguns destes sinais são:

♦  Mudanças bruscas e/ou repentinas no comportamento;

♦  Regressões comportamentais, como por exemplo voltar a urinar na cama depois de já ter aprendido a controlar a urina;

♦  Dificuldades escolares;

♦  Agressividade acentuada;

♦  Timidez excessiva;

♦  Alterações irregulares de peso;

Entre outras, mas sempre haverá um profissional apto a te ajudar.

Quem ama cuida.

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 WhatsApp (11) 98206-8024 E-mail: contato@carolpsicologia.com.br

“Cada criança tem seu tempo” Será?

Este é um assunto que merece MUITA ATENÇÃO! 

 Sabemos que um dos principais sinais de que uma criança possui alguma deficiência cognitiva ou intelectual, é o ATRASO COM RELAÇÃO ÀS DEMAIS CRIANÇAS DA MESMA IDADE,  muitas vezes este atraso só é percebido no momento em que a criança começa a ir para a escola justamente por não conseguir acompanhar as atividades dos demais colegas.

Mas será que a criança já não teria dado alguns sinais de que algo não ia bem?

Muitas mães demoram a perceber que seu filho possui algum atraso devido a dificuldade em admitir este fato. Mas a verdade é que não podemos considerar que cada criança tem seu tempo e imaginar que de uma hora para outra a criança disparará a fazer uma tarefa que ela não desenvolveu. 

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 Um exemplo disso pode ser o início da fala, em torno de 6 meses o bebe já deve balbuciar e duplicar algumas sílabas, como “ma” “mama” mesmo que este balbucio ainda não tenha uma função especifica. 

 Já entre 12 e 18 meses estas sílabas devem possuir uma função, como olhar para o pai e dizer “papa” e para a mãe e dizer “mama”. E assim por diante, até que por volta de 2 anos é esperado que a criança já tenha um vocabulário de pelo menos 200 palavras funcionais. 

Perceba que cada etapa se faz necessária para que a próxima se desenvolva, uma criança que não balbucia e não junta sílabas não se desenvolve fisicamente para poder falar palavras completas.

Afinal o desenvolvimento é um processo de construção, onde a criança não conseguirá falar “papa” sem antes dizer “pá” e não conseguirá emitir uma palavra, sem antes ter aprendido a duplicar as sílabas… E assim por diante.

A questão é que devemos sempre estar atentos as crianças da mesma idade dos nossos filhos, tanto com relação a fala quanto com relação a diversos outros fatores como psicomotricidade, senso de direção, desenvolvimento escolar e social , e verificar se o desenvolvimento das crianças está seguindo o padrão de acordo com a determinada faixa etária.  

Caso seu filho apresente algum atraso não hesite em procurar ajuda, pois quanto antes a criança for estimulada melhor ela poderá se desenvolver.  

Para mais informações entre em contato.

Quem ama cuida.

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
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