02 de Abril – Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Dia 02 de Abril é um dia muito especial para nós da área da psicologia, pois é o dia que foi instituído pelo Ministério dos Direitos Humanos como o DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO.

A ideia deste dia é fazer com que as pessoas busquem por mais informações e conhecimentos que desmitifiquem o autismo, mostrando para a sociedade que assim como existem diversos tipos de pessoas, também existem diversos tipos de autistas e que todos merecem respeito e oportunidades de convívio e desenvolvimento social.

Por este motivo, criamos esta matéria curtinha com algumas informações a cerca do assunto, vamos lá?

  • O Autismo pertence a um grupo de doenças do desenvolvimento cerebral, conhecido por TEA – “Transtornos de Espectro Autista”. O nome foi ampliado pois o autismo abrange uma gama bastante diversificada de sintomas e cada paciente é diferente sendo muito difícil enquadra-lo em um determinado “tipo” de autismo, assim foi criada uma nova forma de se olhar para este transtorno ampliando-o em um espectro mais abrangente.
  • Pessoas dentro do espectro costumam apresentar algumas características como: dificuldade social, fobias e agressividade, mas é importante lembrar que cada indivíduo é único e terá as suas características, afinal existem vários níveis diferentes de autismo e doenças que podem surgir associadas ao transtorno.
  • Uma característica bastante comum entre indivíduos dentro do espectro são as estereotipias (movimentos repetitivos como se bater, correr sem parar, movimentar a coluna para trás e para frente, entre outros). Porém este tipo de sintoma pode melhorar com a ajuda dos profissionais de saúde adequados, e a população em geral precisa aprender a lidar com situações onde o individuo apresente estereotipias sem deixa-lo desconfortável ou até mesmo ridiculariza-lo, como sabemos que INFELIZMENTE acaba acontecendo muitas vezes.
  • Ambientes muito carregados em estímulos podem perturbar os indivíduos dentro do espectro, excessos de luzes e sons principalmente.
  • Ao contrário do que muitos pensam individuo dentro do espectro querem se relacionar, apenas tem dificuldades, não compreendem como fazê-lo, o conhecimento pode promover as habilidades corretas para iniciar esta relação.
  • Por se desenvolver de forma diferenciado o autista tem grande necessidade de terapias e acompanhamentos que o estimulem e o auxiliem na aquisição de habilidades.

☑️ É necessário que a sociedade tome consciência e aprenda mais sobre este transtorno para que os autistas possam participar ativamente da vida em sociedade. 

CURIOSIDADE: Poucas pessoas sabem mas o simbolo do autismo é composto por peças de quebra-cabeças devido a imensa complexidade deste transtorno.

Nós da Carol Bertti – Psicologia Infantil zelamos por uma sociedade mais inclusiva e estamos sempre dispostos a divulgar informações e conhecimento a toda população.

Quem ama aceita e compreende! 

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 
WhatsApp (11) 98206-8024
E-mail: contato@carolpsicologia.com.br

Como lidar com crianças agressivas?

É comum que os pais fiquem preocupados ao perceberem em seus filhos alguns comportamentos agressivos, afinal este tipo de comportamento tende a causar sérios problemas e dificuldades para a criança, principalmente no âmbito social e escolar.

Porém precisamos compreender que a criança, principalmente as mais novas, por mais que consigam se comunicar claramente com os adultos ainda estão no processo de formação da sua personalidade, e neste momento é muito difícil para a criança compreender claramente suas emoções.

Considerando que até mesmo os adultos enfrentam dificuldades em compreender suas emoções, imagine a dimensão disso para este serzinho que ainda está se estruturando como indivíduo.

Por isso é muito importante que sempre que a criança apresentar algum comportamento agressivo os pais tentem compreender o que está havendo com a criança naquele determinado momento, o que estaria causando aquela reação?
Seria uma necessidade de limites? Uma carência de atenção? Ou estaria acontecendo paralelamente à aquela atitude alguma mudança brusca na vida da criança, como o nascimento de um irmãozinho ou uma separação entre os pais? Esses são alguns exemplos, mas as situações são inúmeras.

É importante que ao perceber o que tem causado tais comportamentos e atitudes da criança os pais comecem a auxiliar a criança traduzindo seus sentimentos e emoções.
Os pais podem dizer “filho você está sentindo raiva porque eu lhe disse tal coisa” ou “você ficou triste quando não compramos determinado objeto que você pediu”, ajudando a criança na compreensão de suas próprias reações, e abrindo espaço para que os pais possam fazer novas colocações que expliquem para a criança que aquele comportamento não é necessário.

Também é muito comum que a criança apresente reações agressivas por imitação, ou seja, se os pais ou familiares mais próximos tem o hábito de discutir na frente da criança, falar muito alto ou de forma grosseira, ou até mesmo se os pais costumam dar broncas na criança de forma muito ríspida ou com agressões físicas, a criança entenderá que aquela é uma forma de se resolver seus conflitos.

Assim é possível perceber que toda vez que a criança é agressiva e os pais são extremamente duros ou batem na criança, ela internaliza que os pais “resolveram” aquela situação com agressividade e assim isto se tornará um enorme círculo vicioso.

A criança precisa se sentir amada e compreendida para poder perceber que não precisa utilizar mecanismos de defesa agressores para se proteger ou obter atenção.

Em alguns momentos é complicado para os pais manterem o controle, principalmente em situações com elevado nível de estresse, porém a calma e o diálogo são essenciais para que a criança entenda que existem outras formas de resolver suas divergências. Ela não irá deixar de apresentar comportamentos agressivos na primeira vez que os familiares colocarem estas atitudes em prática, será uma mudança gradativa mas que terá muito valor no desenvolvimento do seu pequeno.

Caso a criança esteja apresentando comportamentos agressivos com maior frequência ou em circunstâncias que os pais não estejam conseguindo agir e amenizar estas reações, busque ajuda de um profissional, quanto antes a criança for acolhida e estes sentimentos organizados melhor será para o desenvolvimento dela em todos os âmbitos.


Quem ama cuida.

Autor: Carolina Teixeira Bertti – Psicóloga Infantil – CRP 06/149000 WhatsApp (11) 98206-8024 E-mail: contato@carolpsicologia.com.br